Domingo, 17 de Julho de 2011

De acordo.

Sobre o que disse José Miguel Júdice à SIC N só posso dizer que estou inteiramente de acordo.

 

É altura de quem nos dirige a nível Europeu perceber que estamos numa altura absolutamente decisiva para o futuro da UE. E para quem não ouviu JMM, ele disse isto, em suma: 'Ou avançamos para um estado de federalismo ou terão que haver saídas da moeda única. E neste último caso temos duas hipóteses: ou saiem os ricos, ou saem os pobres'. 

 

Ora bem, a solução parece-me mais ou menos óbvia: a sair saem os ricos, nomeadamente a Alemanha. Mal esta saísse, o euro, como é natural, enfraquecia, e isso permitia que países como Portugal se tornassem novamente suficientemente competitivos ao ponto de voltarem a crescer sustentadamente a nível económico.

 

Ora bem, depois das palavras de Cavaco Silva, parece-me óbvio que a discussão está lançada. E este ponto terá que marcar com certeza a agenda política dos próximos tempos. Afinal de contas, não podemos continuar a ignorar, como até aqui, um assunto desta importância. 

 

Ah, e chega de nos desculparmos com as Agências de Rating. 

BM. às 01:26
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Agradável Surpresa, para já..

Pontualidade, rigor, educação e sinceridade. Assim se apresentou Vítor Gaspar na mais recente comunicação do Ministro das Finanças. E pouco mais há a dizer senão demonstrar a minha admiração pela forma como se apresentou, pela postura e pela educação que demonstrou. Quer perante a comunicação social que perante todos os portugueses, em geral. Infelizmente, isto merece destaque por ser algo raro no Portugal dos nossos dias, fossem outros os tempos e outros os intervenientes políticos e se calhar não estava a escrever este post. As medidas, essas, merecem uma reflexão mais aprofundada, ficando no entando mais uma vez por anunciar medidas de corte na máquina do Estado. Medidas estas essencias a todos os níveis, quer ao nível de controlo das próprias Finanças do país, quer ao nível de dar confiança aos portugueses para continuarem a fazer esforços cada vez mais difíceis de aguentar. Contudo, o balanço, embora muito prematuro, daquilo que tem sido o trabalho e atitude de Vítor Gaspar só pode ser considerado positivo. Uma agradável surpresa, portanto.. para já, claro. 

BM. às 19:47
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011

Agências de Rating, Hoje e Sempre.

Eis que Portugal arranjou um novo bode expiatório para a crise, principalmente um novo desviar de atenções. Atenções que certamente seriam mais necessárias noutros assuntos.. Ora bem, todos sabemos e reconhecemos o comportamento das Agências de Rating (e há que dizê-lo) como vergonhoso, não só por nos terem baixado o rating do nada, sem razões para tal (inclusive depois de novas medidas de austeridade), mas também pela curiosa insistência em manter o rating dos EUA no nível máximo. Obviamente ninguém acredita em coincidências, ainda para mais envolvendo o benefícios dos EUA. Mas isto tudo, já nos sabemos, aliás é o que mais se tem falado em Telejornais, Jornais, revistas, redes sociais, etc. Aquilo que poucos parecem ver, é o porquê por trás de tudo isto. Benefício dos Americanos? Claro, mas como? Aquilo que se está a assistir é a uma clara tentativa de destruição da UE e do Euro. Assiste-se actualmente a uma Guerra EUA vs Europa, Dólar vs Euro. E é aqui que temos que ser mais inteligentes. Como? Em vez de virmos falar para a televisão que é ridícula a decisão destas agências, é altura dos principais responsáveis políticos Europeus tomarem medidas sérias, retirando o poder que estas agências têm e não deveriam ter de arruinar a vida de milhões de pessoas. 

 

Felizmente, para todos nós, parece que depois do inexplicável corte do rating a Portugal por parte da Moody's fez-se luz na cabecinha de muito boa gente por essa Europa fora. A primeira medida partiu da parte do BCE, dizendo que vai passar a ignorar a cotação dos Americanos aquando da necessidade de financiamento por parte dos países em crise. A segunda e principal, surgiu da ameaça de criação de agências de rating na Europa e na Ásia. Isto sim, servirá para assustar os Americanos, que terão de passar a preocupar-se mais com o estado da sua Economia e das suas Finanças do que em destruir o Euro. Vamos ver como entretanto os dirigentes políticos continuam a agir perante os constantes ataques à coesão Europeia, que muitos designam condenada ao fracasso. 

 

Importa ainda referir que nada disto serve para desculpabilizar as políticas governamentais postas em prática em Portugal nos últimos 10/15 anos, de total descontrolo das Finanças Públicas, simplesmente serve para dar conta dos ataques a que a Europa (e consequentemente Portugal) tem vindo a ser sujeite, por parte daqueles que ironicamente iniciaram este crescente efeito dominó pelo Planeta. 

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BM. às 16:23
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